sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Mentes.

«Porque é que o cão abana o rabo?»
«Porque o cão é mais esperto que o rabo.»
«Se o rabo fosse mais espero que o cão,
o rabo abanaria o cão.»

in Manobras na Casa Branca.

O poder da mente vomitado por argumentos.

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Caminhos.

- [...] São prisioneiros do seu medo...
- Porque é que têm medo?
- Porque pensam ter-se enganado no caminho. Por isso, censuram-se e têm saudades de uma vida que nunca existiu. [...] É frequente as pessoas terem medo da felicidade. Ainda que a tenham em frente ao nariz, não estendem a mão para a agarrar. A felicidade assusta mais do que os papões.

("Tobias e o Anjo", de Susanna Tamaro - um livro dos finais da infância que reensinou alguns supostos conceitos-base, bem a propósito.)

sábado, 11 de Julho de 2009

Férias.

Férias do mundo dos crescidos, no dos mais felizes.
A minha vida é agora, o meu lugar é aqui... e ali.

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Mãozinha.

Como devem ter percebido, nomeadamente através da minha ausência bloguística, não foram tempos fáceis, estes pertencentes a um passado muito recente. Aliás, não sei se esses tempos sequer existem, mas não é relevante, agora.
Deixem-me, apenas, dizer-vos o quão sortuda me sinto.

Eu não sou mais nem menos que os outros, mas como vejo o egoísmo como uma grave doença do mundo contemporâneo e procuro caminhos para a minha conduta pessoal o mais afastados possível deste, acabo por ser directamente confrontada com a necessidade de reparar os estragos causados pelo egoísmo dos outros. E não levem isto como um discurso da vítima, pois nem sou eu que o digo!
A verdade, é que isto se torna mais explícito em momentos de maior pressão e cansaço injectados no ambiente que me rodeia e que leva as pessoas incluídas nele a terem mais dificuldade a combater a peste egocentrista. Estão a ver? Se sim, conseguem compreender a articulação deste incremento da peste com a minha maior carga de trabalho para a manutenção de um espaço agradável.
Posto isto, muitas vezes acabo por ter grandes dificuldades em terminar a arrumação do meu terreno privado, tal a preocupação com o espaço comum, e isto acaba por me esgotar, enquanto ser humano normal, nem mais, nem menos que os outros.
Basicamente, foi isto: esgotaram-me e andei esgotada.

Então, porque raio é que eu me me sinto sortuda?
Incrivelmente, tudo correu bem, isto é, apesar de nem tudo ter parecido correr bem, os resultados de todo o trabalho têm-se revelado realmente positivos, mais até do que na fase anterior de tempos difíceis, não tão difíceis quanto estes, mas também não com tão bons produtos finais.
Percebem agora?

Sabem o que vos digo? Há mesmo uma mãozinha a puxar os cordelinhos de todos os lados para que sejamos recompensados pelo esforço de fazermos a nossa parte na contribuição do bem comum.

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Mundos.

Não acredito que entrei no mês de Junho e nem senti... Acham isto normal? Nem o dia da Criança me fez despertar deste sono num mundo paralelo académico!

Por falar em mundo paralelo, hoje pensei... e pensei, e pensei, nas horas em que estive à espera no hospital, e cheguei à conclusão de que o dia 3 de Junho de 2009 me apresentou dois mundos: aquele onde as coisas correm como devem de correr; aquel'outro onde as coisas correm todas como não devem de correr, ou seja, mal.
Por acaso, por um azar enorme, ou por falta de jeito minha para enveredar pelo mundo correcto, eu hoje vivi no segundo mundo.

Desejo para amanhã: regressar ao mundo onde as coisas correm como devem de correr.

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Trabalho.

Alguém que fica na faculdade das 08h às 23h e que vai para casa continuar trabalhos das 00h às 02h, levantando-se às 05h para continuar, depois de um breve descanso, acabando por estar das 8h às 18h na faculdade de novo, só porque negou a possibilidade de se manter por lá, numa sexta-feira, depois das aulas para terminar mais trabalhos...

... não tem tempo para publicar textos no seu blogue.

É tão triste passar tantas horas na faculdade! Nunca pensei.

sábado, 23 de Maio de 2009

Amizades (III).

No processo de construção da amizade, constrói-se um plano de expectativas, baseado naquilo que julgamos conhecer do outro, a quem chamamos de Amigos.
A verdade é que os nossos amigos esperam algo uns dos outros; os amigos esperam que os seus amigos sejam amigos, não sentem simplesmente vontade de ser amigos dos amigos.

De facto, os Humanos são estranhos: só se dão quando existe uma moeda de troca! Mesmo em algumas das mais belas amizades.

Abrir Parêntesis. Hoje fez anos uma rapariga que foi minha colega dos 3 anos até ao 12ºano, sem paragem, e que entrou na mesma faculdade que eu no meu primeiro ano de caloira, antes de decidir mudar de curso. Foi aquela a que posso chamar de verdadeira Colega-de-Sempre.
Ainda que nunca tenhamos sido as melhores amigas, tal era a competição unilateral que estabelecia comigo, ou consigo própria passando por mim, foi giro que olhei para o telemóvel no momento em que passou para as 00h00 e para o dia 23 de Maio e instantaneamente me recordei dela e lhe enviei um sms, ao qual respondeu prontamente. Não sei porquê, senti-me bem; senti que ficou mais do nosso relacionamento de anos do que aquilo que eu algum dia julgara! Fechar Parêntesis.